Herbert von Karajan

Herbert von Karajan nasceu nesta casa, em Salzburgo, a 5 de Abril de 1908.O pai era clarinetista e tinha um irmão organista, portanto nasce no seio de uma família de forte tradição musical, e numa cidade já de si famosa ou não fora o berço de Mozart...
Aos 4 anos inicia-se no piano e aos 9 fazia a sua 1ª aparição em público. Faz os seus estudos musicais no Mozarteum em Salzburg até que, encorajado pelo seu maestro Bernhard Paumgartner, entra na Academia de Música de Viena, onde opta pela direcção de orquestra.

A sua estreia nesta disciplina teve lugar, em 1928, na Academia de Música de Viena à frente de uma orquestra de estudantes. A estreia oficial, à frente de uma orquestra profissional, a de Salzburg, deu-se pouco depois, em 1929. Ano em que também foi nomeado director de orquestra do modesto teatro da Ópera de Ulm, cargo em que permanece até 1934 e no qual adquiriu, mediante muito trabalho e uma prática diária, a experiência e técnica indispensáveis para enfrentar outros caminhos e metas mais elevadas.

Durante o III Reich, no momento em que as melhores batutas Erich Kleiber, Bruno Walter, Otto Klemperer) se encontravam no exílio, Karajan afirmou-se como a nova promessa da escola alemã.

Nessa época apresentou-se nas óperas de Viena (1937) e Berlim (1938). Esta última dirigiu como titular desde 1939 até ao final da Segunda Guerra Mundial.

A derrota da Alemanha travou temporariamente a sua carreira ao ser-lhe proíbida qualquer actuação pela sua clara vinculação ao regime hitleriano. Este veto manteve-se até 1947, ano a partir do qual pode dizer-se que o fenómeno Karajan alcança toda a sua magnitude.

Neste sentido, tem especial transcendência o ano de 1948, quando a instâncias do produtor discográfico britânico Walter Legge, foi nomeado titular da Orquestra Filarmónica de Londres, com a qual realizou uma larga série de gravações que fizeram dele uma estrela internacional.

Quando morre Wilhelm Furtwängler em 1954, Von Karajan abandona a formação londrina para aceitar a direcção da Filarmónica de Berlim, a orquestra cuja direcção tinha constituído desde sempre um dos seuas mais almejados objectivos e à frente da qual se havia estreado em 1938. Desde 1955 até 1989, quando por razões de saúde apresentou a sua demissão, foi titular desta formação, uma das mais prestigiadas do mundo.

Morre a 16 de Julho de 1989, em Salzburgo, de ataque cardíaco quando preparava os ensaios da ópera "Baile de Máscaras" de G. Verdi.

O Herbert von Karajan Centrum em Viena.
Pode ouvir-se aqui e aqui, a Orquestra Filarmónica de Berlim sob a direcção de Von Karajan.

7 Comments:
bom dia Cecília! só mesmo o prazer para fazr este blogue que considero do melhor que há por aí! Vai tudo bem por essas bandas? Assim desejo!
Este sei quem é, o maestro do regime hitlariano, desculpa a minha antipatia por ele, mas francamente sujeitar-se a ser partidário de Hitler só para ter ascenção artística, enquantos outros colegas fugidos, procuraravam refazer a vida no estrangeiro,não o abona muito, mesmo sendo a sua qualidade musical óptima.
Mas isto não invalida a habitual qualidade biográfica dos seus textos.
Um abraço. Augusto
Independentemente da ideologia, é sem dúvida uma referência na música. E o valor tem que se reconhecer. Beijinhos
Múltiplas e não desejadas razões têm-me impedido regulares visitas ao errante, aproveito agora, antes que o sono me vença, para ir colocar a leitura em dia.
Abraço. T.
Cecília que alívio, ainda bem que não gostas do Karajan como homem, estava com medo de ter metido água no meu comentário.
A poetisa Safo nasceu em Lesbos e viveu exilada na Sicília, não sei de outra morada dela.
Um abraço. Augusto
Espero pelo teu mail então :) Se poder ajudar em algo, será com todo o gosto :)
*A
O Post já é bem antigo.
É bem provável que este comentário nem chege a ser sequer lido pelo proprietário(a) do Blogue. Mas então o que me faz comentar? A minha enormeee admiração que nutro pelo génio Herbert von Karajan, idolo de todos aqueles (que tal como eu) respiram música e vivem dela.
Karajan teve de ser politicamente correcto para construir uma carreira soberba. Não deve ter sido nada fácil substituir Furtwängler como maestro titular da maior osquestra do mundo (Filarmónica de Berlim) nem tão pouco ganhar o titulo de maestro vitalício da mesma e assinar o direito de de exclusividade com a produtora discográfica Deutch Gramafonne.
Com ele Wagner fez mais sentido do que nunca, Mozart ganhou a expressividade que reconhecidamente lhe faltava, e Beethoven foi completamente reenventado em cada gesto do Mago de Salzburgo.
von Karajan é eterno, e a sua carreira tem de justificar os meios que utilizou para atingir os gloriosos fins, o de maior maestro de sempre (na minha modesta opinião, é claro)
Em 1989 a música ficou mais pobre.
Requiem Aeternum Herbert von KARAJAN
Abraço
Tiago Botelho
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